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Eu não fiz nada pelo Negrinho do Pastoreio

Os privilégios e a força de ir além de percebê-los São tantos assuntos imprescindíveis de serem tocados. Tudo é muito importante, não dá para ter lugar de fala e desperdiçar a oportunidade falando sobre trivialidades. Por isso é que falam que as feministas são muito chatas, e que pra nós “tudo é racismo”. As trivialidades, no entanto, desvendam os mistérios do complexo. É comum ser pobre. Nada pode ser mais trivial que não ter dinheiro. Esse assunto, de repente, rende uma grande teoria filosófica sobre colonialidades, bem ali, naquele café da manhã.  Em nossa família somos também especialistas em trivialidades: a mãe, Íris, eu, e minhas irmãs Jacqueline e Áurea. Os causos nos trazem muitas referências. Lembro da terrível história do Negrinho do Pastoreio, primeiro conto que me fez chorar. Eu tinha uns 5, 6 anos. Por causa desse conto, todas as vezes que eu ouvia O Menino da Porteira eu chorava também. Na minha cabeça, o menino da porteira era aquele do pastoreio, e ele era...

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